quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Categorias da Narrativa (Memorial do Convento)


  • Ação
  • Personagens ( caracterização das personagens)
  • Espaço
  • Tempo
  • Narrador
  •  
     
    Ação
     
    Estrutura externa :  25 capítulos - não estão numerados ou titulados.
     
    Estrutura Interna: A intriga situa-se na 1ª metade do séc. XVIII e desenvolve-se em diversas linhas de acção:
     
    História:

      a vida na corte de D. João V e na cidade de Lisboa;
    ● a construção do Convento de Mafra;
     
    Ficção:

     a história de amor de Baltasar e Blimunda;
    ● a construção da passarola voadora, sob orientação do Padre Bartolomeu de Gusmão.



    Personagens

    Caracterização e perfil simbólico:
    • D. João V : o rei megalómano e devasso; 

    • D. Maria Ana : a rainha triste e apagada;

    • Baltasar Mateus , “Sete-Sóis”: o soldado maneta, o trabalhador;
     
    • Blimunda da Jesus , “Sete-Luas”: a amante, a mulher intuitiva e a vidente;

    • Pe. Bartolomeu Lourenço : o padre heterodoxo e o génio inventivo;
     
    • Dominico Scarlatti: o músico que representa a arte que, aliada ao sonho, cura Blimunda.
     
    • Povo: Espoliado, rude, violento , o povo atravessa toda a narrativa, numa construção de figuras que, embora corporizadas por Baltasar e Blimunda, tipificam a massa colectiva e anónima que construiu, de facto, o convento.

    terça-feira, 11 de dezembro de 2012

    Barroco em Portugal

       O nome “barroco” deriva da palavra espanhola barueco (que simbolizava uma pérola de forma irregular) e, no final do século XVII, este estilo tinha uma intenção pejorativa derivada do facto de, nessa altura ,este estilo artístico ser visto como a fase de decadência do Renascimento.De facto, só no início do século XX é que o barroco é devidamente reconhecido.
       Enquanto que o estilo renascentista se caracterizava pela simplicidade e serenidade, o barroco caracteriza-se pelo movimento, pelo dramatismo e pelo exagero. O barroco era uma arte espetacular e faustosa e, nas igrejas, atraía os fiéis, impressionando-os. Foi por isso denominado a arte da Contra-Reforma.
      Em Portugal, o Barroco tem seu início em 1580 com a unificação da Península Ibérica, o que acarretará um forte domínio espanhol em todas as atividades, daí o nome Escola Espanhola, também dado ao Barroco lusitano. O Barroco estender-se-á até 1756, com a fundação da Arcádia Lusitana.
      

    Caracteristicas do estilo Barroco:

    A arquitetura barroca caracteriza-se pelo uso de colunas, frisos, frontões, arcos e cúpulas; nas fachadas curvas e contra curvas e nichos.

    Como decoração recorreu-se a baixos-relevos, pinturas, mosaicos, mármores e talha dourada.


       






    Santuário do Bom Jesus do Monte
     
     
     
    Referência: Em Portugal Padre António Vieira destaca-se na literatura Barroca.
     
     
     
     

    Convento de Mafra

    Reflete a arquitetura absolutista e é um dos mais conhecidos edifícios barrocos portugueses. É um edifício imenso. O conjunto é visível do mar, funcionando como um marco territorial, e utilizado como residência de verão da corte. No seu conjunto destacam-se a basílica, a biblioteca, os cinco órgãos da igreja e os dois carrilhões. Durante o reinado de D. João VI, o Palácio foi habitado durante todo o ano de 1807, antes da partida da corte para o Brasil.


    Este convento tem uma área imensa de aproximadamente 40 000 m2, a sua fachada nobre com 232 metros, os seus 29 pátios e 880 salas e quartos, as suas 4500 portas e janelas ou ainda as 217 toneladas que pesam os 110 sinos do seu famoso carrilhão.

    Chegaram a trabalhar neste edifício 45 000 operários e 7 500 soldados

    Convento foi inicialmente habitado por franciscanos, substituídos em 1771 pelos cónegos regrantes de Stº Agostinho que nele permaneceram cerca de 20 anos, findo os quais voltou a ser ocupado pelos irmãos de São Francisco, até 1834.

    Considerado sempre como residência de Verão, o Palácio Nacional de Mafra apenas foi habitado permanentemente no reinado de D. João VI, período em que atingiu o máximo esplendor. Os salões foram objecto de grandes beneficiações e diversas pinturas murais, apresentando-se ricamente atapetados e repletos de valioso mobiliário e outras preciosidades artísticas.

    Por altura das invasões francesas a Família Real retirou-se para o Brasil, tendo levado consigo a maioria das colecções artísticas do Paço de Mafra. No Convento ficaram, nessa altura, apenas 20 frades, tendo o Palácio sido ocupado pelas tropas de Junot em 1807 e um ano mais tarde pelo exército Inglês que aí permaneceram até 1828.

    A extinção das ordens religiosas, em 1834, leva os franciscanos a abandonar definitivamente as instalações do convento.

    Com a implantação da República, o antigo Paço Real passou a denominar-se Palácio Nacional. O Paço Real serviu, pela última vez, de guarida a D. Manuel II, na sua derradeira noite, antes do exílio.

    Desde 1841 o Convento é habitado pelos militares que o têm conservado, não apenas nas áreas que ocupam, como têm sido eles também factor importante na conservação global do monumento, em colaboração com as restantes entidades.





     

    A Inquisição em Portugal


    A Inquisição era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica: vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões. Exercia também uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis e censurava toda a produção cultural bem como resistia fortemente a todas as inovações científicas. Na verdade, a igreja receava que as ideias inovadoras conduzissem os crentes à dúvida religiosa e à contestação da autoridade do papa.


    A 23 de maio de 1536 – bula do papa Paulo II - estabelece a Inquisição em Portugal, no reinado de D. João III.
     
    Os judeus foram os mais perseguidos pela inquisição em Portugal
    As pessoas viviam amedrontadas e sabiam que podiam ser denunciadas a qualquer momento sem que houvesse necessariamente razão para isso. Quando alguém era denunciado, levavam-no preso e, muitas vezes, era torturado até confessar.
     
     A Inquisição em Portugal terminou em 1821 depois da revolução liberal de 1820.
     
     
    Execução de condenados pela Inquisição, no Terreiro do Paço, em Lisboa (séc. XVIII)

    D. João V

    João V, o Magnânimo (1706-1750)

    Era filho de Pedro II e de Maria Sofia, condessa palatina de Neuburgo (1666-1699). Recebeu os cognomes de O Magnânimo ou O Rei-Sol Português, em virtude do luxo de que se revestiu o seu reinado.

    Nasceu em Lisboa, no Palácio da Ribeira, em 22 de Outubro de 1689 e morreu em Lisboa em 31 de Julho de 1750.

    Aspectos relacionados com o reinado de D. João V:

      Riquezas oriundas do Brasil;
      Desenvolvimento das Ciências e das Reformas;
      Literatura Barroca: as academias e o gosto gongórico;
      Interesse pelas Artes: Música, Pintura, Arquitectura.
      Profundos contrastes sociais ; .

    Vigência do temível tribunal da Inquisição (Santo Ofício); 
    Devassidão escandalosa do monarca;
    Impressões negativas de viajantes estrangeiros;
    Juízos críticos de escritores portugueses (de Camilo Castelo Branco a Oliveira Martins).



    Ficheiro:John V of Portugal Pompeo Batoni.jpg

    quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

    Contexto histórico da ação

    http://www.slideshare.net/sebentadigital/memorial-do-convento-de-jos-saramago-ii#btnNext

    Biografia e Bibliografia de José de Sousa Saramago

     
    José de Sousa Saramago, nasceu em 1922 em Azinhaga.

     Antes de se dedicar a literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção numa editora.

    Iniciou sua atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado, só voltando a publicar (um livro de poemas) em 1966.

    Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa.


     Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal Diário de Notícias. Acuado pela ditadura de Salazar, a partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

    Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, visto hoje como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

    Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde vive até hoje. Foi ele o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998.

    Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Ensaio sobre a Cegueira (1995) e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).